sábado, 11 de junho de 2016

Você é resiliente?

Não resisti a publicar este conto fantástico publicado por HEVOISE FÁTIMA PAPINI.
"Uma jovem foi conversar com sua avó, e contou sobre o quanto as coisas estavam difíceis na sua vida – o marido a havia traído e ela estava arrasada. Ela não sabia o que ia fazer e queria desistir. Ela estava cansada de lutar e brigar. Parecia que assim que um problema estava resolvido, um outro surgia.
Sua avó a levou para a cozinha. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas no fogão. Assim que a água começou a ferver, colocou em uma das panelas cenouras, em outra colocou ovos, e na última colocou café, sem dizer uma palavra. Cerca de vinte minutos depois, ela desligou o fogão, colocou as cenouras em uma tigela e os ovos em outra. Então pegou o café e derramou o líquido em uma terceira tigela. Virando-se para a neta, ela disse: “Diga-me o que você vê.” “Cenouras, ovos e café,” ela respondeu. Sua avó trouxe as tigelas para mais perto e pediu que a neta experimentasse as cenouras.
Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. A avó então pediu que ela pegasse um ovo e o quebrasse. Depois de retirar a casca, ela observou o ovo cozido. Finalmente, pediu que a neta saboreasse o café. A neta sorriu ao provar seu aroma delicioso, e perguntou: “O que significa isso, vovó?” Sua avó explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade: água fervente. E cada um reagiu de forma diferente. A cenoura era forte, firme e inflexível. No entanto, após ter sido submetida à água fervente, amoleceu e se tornou frágil. Os ovos eram frágeis – sua casca fina protegia o líquido no interior, mas depois de colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rijo. No entanto, o pó de café foi o único que, depois de colocado na água, mudou a água. “Qual deles é você?”, perguntou a avó.
“Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou o café?” Pense nisso: Quem sou eu? Sou como a cenoura que parece forte, mas murcho com a dor e a adversidade? Fico frágil e perco a força? Será que sou o ovo, que começa com um interior maleável, mas muda com o calor? Será que eu tenho um espírito maleável, mas depois de uma morte, uma separação, uma dificuldade financeira ou algum outro julgamento, eu me torno mais difícil e dura? Será que minha casca parece a mesma por fora, mas no interior estou mais amarga, com o espírito e coração endurecidos? Ou eu sou como o pó de café, que muda a água quente – a própria circunstância que traz a dor? Quando a água fica quente, ele libera a fragrância e o sabor. Se você é como o café, quando as coisas estão no seu pior, você melhora e muda a situação em torno de você.

Quando o momento é de escuridão e os obstáculos são mais difíceis, você se eleva a um outro nível?” Como você lida com a adversidade? Você é uma cenoura, um ovo ou o café? Espero que você tenha felicidade suficiente para lhe trazer a doçura, obstáculos o suficiente para lhe trazer a força, tristeza o suficiente para mantê-lo humano, e esperança suficiente para fazer você feliz. As pessoas mais felizes não têm necessariamente o melhor de tudo – elas simplesmente aproveitam ao máximo tudo o que vem em seu caminho.
Que todos nós possamos ser como o café!"
REFERÊNCIA:
http://hevoise.com.br/blog/geral/a_resposta_da_velha_senhora.html

segunda-feira, 9 de maio de 2016

PORTA CHAVES

Abrir portas, fechar portas, é o que sabem fazer.
Tantas horas a formar, e no fim nada saber.

Pedir licença a uma perna, para a outra se mover.
Há que ter muito cuidado, mas não há nada a temer.

Toda a vez que se lhe pede,
É sempre com má vontade.

Tanto insisto, até que cede.
Vou voltar à LIBERDADE!

(11-11-2014)

sexta-feira, 6 de maio de 2016

DITADO POPULAR 1

"Uns comem os figos e aos outros rebentam-lhe os beiços!"

TEMPESTADE

Vivo em tempestade, desde que me prenderam.
Neste mar agitado em que naufraguei e,
Que me quer engolir...

Luto, nado, bóio e aguardo
Enquanto ganho fôlego.

As ondas enrolam-me, abraçam-me,
Deixam-me tonto tantas voltas,
Mas vou-me mantendo à tona, com esforço.

De cada vez que mergulho,
Vejo coisas que me espantam.
Oiço falar o meu nome.
Umas vezes longe, outras vezes perto.

Tento entender o porquê de estar fechado e,
Preso a este mar no deserto.
Estas redes que me prendem e,
Das quais me vou soltar,
Fazem-me ver agora,
Que o que eu quero é despertar.

Salvei-me desta tempestade e deste mar tão revolto,
Que após este naufrágio,
O que mais quero e desejo...
É... viver em tempestade!

(09-11-2014)

MANJAR DOS PRESOS

O que para uns é ouro,
Para outros, sol a brilhar,
Esquecendo que o astro é tesouro
E não apenas mineral para admirar
Os que pensam que a prisão,
Pode tanto mal fazer,
Esquecem que pode ser,
Uma maneira de ver, uma forma de viver.

Pensando melhor saberão,
Que mostrar ordem, respeito e dever,
Aos que vieram cá parar,
Por querer, mais que poder,
Por ter, mais que saber,
Por fazer ou ver fazer,
Ou até mesmo sem querer.
E também uns quantos,
Sem ter o que comer ou não ter onde viver.

Todos temos que comer e,
Vindos de diversos mundos e com diferentes hábitos,
Perante as refeições cá cozinhadas,
Mais ou menos requentadas,
Mas que,
Serão um bom sustento,
Para muitos aqui dentro.

(11-10-2014)