Vivo em tempestade, desde que me prenderam.
Neste mar agitado em que naufraguei e,
Que me quer engolir...
Luto, nado, bóio e aguardo
Enquanto ganho fôlego.
As ondas enrolam-me, abraçam-me,
Deixam-me tonto tantas voltas,
Mas vou-me mantendo à tona, com esforço.
De cada vez que mergulho,
Vejo coisas que me espantam.
Oiço falar o meu nome.
Umas vezes longe, outras vezes perto.
Tento entender o porquê de estar fechado e,
Preso a este mar no deserto.
Estas redes que me prendem e,
Das quais me vou soltar,
Fazem-me ver agora,
Que o que eu quero é despertar.
Salvei-me desta tempestade e deste mar tão revolto,
Que após este naufrágio,
O que mais quero e desejo...
É... viver em tempestade!
(09-11-2014)
Sem comentários:
Enviar um comentário