sexta-feira, 6 de maio de 2016

TEMPESTADE

Vivo em tempestade, desde que me prenderam.
Neste mar agitado em que naufraguei e,
Que me quer engolir...

Luto, nado, bóio e aguardo
Enquanto ganho fôlego.

As ondas enrolam-me, abraçam-me,
Deixam-me tonto tantas voltas,
Mas vou-me mantendo à tona, com esforço.

De cada vez que mergulho,
Vejo coisas que me espantam.
Oiço falar o meu nome.
Umas vezes longe, outras vezes perto.

Tento entender o porquê de estar fechado e,
Preso a este mar no deserto.
Estas redes que me prendem e,
Das quais me vou soltar,
Fazem-me ver agora,
Que o que eu quero é despertar.

Salvei-me desta tempestade e deste mar tão revolto,
Que após este naufrágio,
O que mais quero e desejo...
É... viver em tempestade!

(09-11-2014)

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