Abrir portas, fechar portas, é o que sabem fazer.
Tantas horas a formar, e no fim nada saber.
Pedir licença a uma perna, para a outra se mover.
Há que ter muito cuidado, mas não há nada a temer.
Toda a vez que se lhe pede,
É sempre com má vontade.
Tanto insisto, até que cede.
Vou voltar à LIBERDADE!
(11-11-2014)
Sou Engenheiro / Perito em Acidentologia Ocupacional (Laboral e Rodoviária) / Especialista em Informática e Sistemas Inteligentes de Transportes
segunda-feira, 9 de maio de 2016
sexta-feira, 6 de maio de 2016
TEMPESTADE
Vivo em tempestade, desde que me prenderam.
Neste mar agitado em que naufraguei e,
Que me quer engolir...
Luto, nado, bóio e aguardo
Enquanto ganho fôlego.
As ondas enrolam-me, abraçam-me,
Deixam-me tonto tantas voltas,
Mas vou-me mantendo à tona, com esforço.
De cada vez que mergulho,
Vejo coisas que me espantam.
Oiço falar o meu nome.
Umas vezes longe, outras vezes perto.
Tento entender o porquê de estar fechado e,
Preso a este mar no deserto.
Estas redes que me prendem e,
Das quais me vou soltar,
Fazem-me ver agora,
Que o que eu quero é despertar.
Salvei-me desta tempestade e deste mar tão revolto,
Que após este naufrágio,
O que mais quero e desejo...
É... viver em tempestade!
(09-11-2014)
Neste mar agitado em que naufraguei e,
Que me quer engolir...
Luto, nado, bóio e aguardo
Enquanto ganho fôlego.
As ondas enrolam-me, abraçam-me,
Deixam-me tonto tantas voltas,
Mas vou-me mantendo à tona, com esforço.
De cada vez que mergulho,
Vejo coisas que me espantam.
Oiço falar o meu nome.
Umas vezes longe, outras vezes perto.
Tento entender o porquê de estar fechado e,
Preso a este mar no deserto.
Estas redes que me prendem e,
Das quais me vou soltar,
Fazem-me ver agora,
Que o que eu quero é despertar.
Salvei-me desta tempestade e deste mar tão revolto,
Que após este naufrágio,
O que mais quero e desejo...
É... viver em tempestade!
(09-11-2014)
MANJAR DOS PRESOS
O que para uns é ouro,
Para outros, sol a brilhar,
Esquecendo que o astro é tesouro
E não apenas mineral para admirar
Os que pensam que a prisão,
Pode tanto mal fazer,
Esquecem que pode ser,
Uma maneira de ver, uma forma de viver.
Pensando melhor saberão,
Que mostrar ordem, respeito e dever,
Aos que vieram cá parar,
Por querer, mais que poder,
Por ter, mais que saber,
Por fazer ou ver fazer,
Ou até mesmo sem querer.
E também uns quantos,
Sem ter o que comer ou não ter onde viver.
Todos temos que comer e,
Vindos de diversos mundos e com diferentes hábitos,
Perante as refeições cá cozinhadas,
Mais ou menos requentadas,
Mas que,
Serão um bom sustento,
Para muitos aqui dentro.
(11-10-2014)
Para outros, sol a brilhar,
Esquecendo que o astro é tesouro
E não apenas mineral para admirar
Os que pensam que a prisão,
Pode tanto mal fazer,
Esquecem que pode ser,
Uma maneira de ver, uma forma de viver.
Pensando melhor saberão,
Que mostrar ordem, respeito e dever,
Aos que vieram cá parar,
Por querer, mais que poder,
Por ter, mais que saber,
Por fazer ou ver fazer,
Ou até mesmo sem querer.
E também uns quantos,
Sem ter o que comer ou não ter onde viver.
Todos temos que comer e,
Vindos de diversos mundos e com diferentes hábitos,
Perante as refeições cá cozinhadas,
Mais ou menos requentadas,
Mas que,
Serão um bom sustento,
Para muitos aqui dentro.
(11-10-2014)
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